| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Hirundinidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | A. tibialis |
O calcinha-branca é uma ave paseriforme da família Hirundinidae.
Seu nome científico significa: do (grego) atthi kora = epíteto grego para andorinha; e do (latim) tibialis = relativo à tíbia, canela. ⇒ Andorinha com tibia ou andorinha com canela.
Mede 12 centímetros de comprimento e pesa cerca de 10 gramas.
É uma pequena andorinha escura de core cinza-pardacenta com calções brancos que podem ser visíveis quando a ave está empoleirada, mas geralmente é difícil ver no campo. Esta característica é responsável pelo seu nome comum mais popular. As bochechas são cinza-amarronzadas, e os lores são negros. A região que compreende seu uropígio e porções inferiores são de coloração mais clara que as cores da porção superior da ave. Asas e cauda são marrom escuro. A cauda é ligeiramente bifurcada.
Os juvenis são similares aos adultos da espécie, mas apresentam na porção inferior penas penas com as bordas pálidas.
Bico, olhos, pernas e pés são marrom escuros. (La Barbera, 2010).
Possui três subespécies reconhecidas:
(Clements checklist, 2014).
Captura insetos em voos rasantes. Forrageia nas bordas de floresta perto da água, acima do dossel da floresta, e mesmo em torno de fazendas e ao longo das estradas. É geralmente visto em pares ou em pequenos bandos.
Não faz ninho em estruturas humanas. Dormem e nidificam em paredões rochosos ou em ocos de paus secos ou nas galerias em barrancos de rios. Constrói seu ninho nas cavidades de árvores e tocas abandonadas em bancos. O ninho apresenta formato de tigela e é construído com grama seca.
Vive em lajedos de rios e cachoeiras ou sobre as copas e clareiras das florestas densas adjacentes. Ocorre também aos pares ou em pequenos grupos a beira das estradas que cortam as florestas na Amazônia, empoleirando-se em barrancos e galhos secos nas bordas de matas. Com os desmatamentos, a espécie desapareceu de grande parte do Brasil oriental.
Ocorre nos estados do Pará, Amazonas, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Acre e na zona litorânea, do sul da Bahia ao Paraná.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: